Theon Massajoy: Crônicas da maior vergonha

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NC-17
Finalizado
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88 páginas, 37.357 palavras, 28 capítulos
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Para mim chega

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Theon Renascido agora não se parecia com um zumbi ou um escravo quebrado. Ele parecia um homem que engoliu o próprio tempo e agora o digere. A noite em Forte do Pavor passou em uma tensão estranha. Ramsay, tentando restaurar a ordem habitual das coisas, ordenou que preparassem um banquete em honra ao «Príncipe Rosa». Theon foi forçado a sentar-se à mesa, coberta por uma toalha preta. Não vestiram roupas nele — Ramsay queria que todos vissem sua pele indefesa e tenra. Mas Theon não tremia. Ele sentava-se ereto, olhando fixamente à frente. Quando lhe entregaram a tigela, ele sequer olhou para ela. — Eu não como mais o que você oferece, Ramsay, — disse Theon, quando Bolton tentou fazer uma piada sobre o seu apetite. — Nas Terras de Ninguém eu me alimentava de silêncio. Sua comida cheira a decomposição e ao seu próprio medo. — Meu medo?! — Ramsay saltou, derrubando a taça. — Você está se esquecendo, Fedor! Esqueceu quem é o seu mestre?! — Theon virou a cabeça lentamente. Seu pescoço rosado ficou tenso. — Eu não tenho mestre entre os vivos. Você — é apenas uma pequena sombra barulhenta contra o fundo daquela eternidade cinzenta de onde eu vim. Você acha que é o mestre deste castelo? Você — é apenas um habitante temporário do quarto que eu em breve liberarei. — Cersei Lannister, observando o que acontecia, sussurrou para Jaime — Eu não gosto disso. Ele está calmo demais. Não há mais nele aquele «cringe» de que ríamos. Surgiu algo nele… de ferro. – Theon realmente estava mudando. Sua pele rosa, bem diante dos olhos, tornava-se mais rude e adquiria o tom de osso velho. Os fios pretos das minhocas sob a pele começaram a brilhar com uma luz púrpura tênue. Ele sentia como a força do Deus Vermelho e o frio dos Céus de Ninguém entravam em uma reação alquímica dentro de seu corpo. À noite, quando Forte do Pavor mergulhou em um sono inquieto, Theon permaneceu sentado no salão principal. Ele não dormia. O sono não era mais necessário para ele. Olhava para as próprias mãos e sentia como nele fervia não a fúria, mas uma determinação fria e calculista. Ele lembrou-se de tudo. De cada golpe. De cada macarrão. De cada «esqui» de Ramsay. De cada zombaria de Cersei. Mas agora essas memórias não causavam dor. Eram desenhos técnicos. O plano de reconstrução deste mundo. «Você queria que eu me envergonhasse de novo, Ramsay?» — pensava Theon. — «Você queria ver como eu me quebro? Mas você esqueceu que aquilo que já foi quebrado, fundido e temperado no vazio, não se quebra mais. Ele apenas corta». Theon levantou-se. Seus movimentos eram fluidos e silenciosos. Seus pés rosados e descalços não emitiam som algum, pisando sobre a pedra fria. Ele aproximou-se do suporte de armas que ficava no canto do salão. Seus dedos tocaram um pesado machado de guerra. O metal respondeu ao seu toque com um leve zumbido. Os fios pretos no braço de Theon pulsaram com mais força. — Theon Massajoy… — sussurrou para si mesmo. — Sim, que seja assim. Já que me deram este nome por escárnio, eu farei dele o seu último pesadelo. Eu sou Massajoy. E eu vim buscar o meu reino! — Sentiu como nele despertava a antiga força dos Greyjoy, misturada com a loucura dos Bolton e a magia do Oriente. Ele não era mais prisioneiro de ninguém. Era o caçador. Olhou para cima, para onde ficavam os aposentos de Ramsay. No silêncio do castelo, ele ouvia nitidamente Bolton se revirando no sono. Ouvia a respiração compassada de Cersei e o ronco de Jaime. Ele ouvia tudo. Cada batida de coração naquele castelo era para ele como a batida de um tambor, convocando para o início da colheita. Theon pegou o machado. Não era pesado. Era uma extensão de seu braço. — Kraken-Invasor, — pronunciou ele, e sua voz soou metálica. — O primeiro de sua linhagem. — Começou a subir a escada. Em seu corpo rosa começaram a surgir padrões escuros — o carvão que ele coletara no pátio começou a sair pelos poros, desenhando em seu peito e costas os contornos de um polvo gigante. Era o seu brasão. Sua marca. Sua promessa. — O inverno em Forte do Pavor preparava-se para mudar de dono. Aquele que era considerado o motivo de piada de Westeros preparava-se para se tornar a sua lição mais terrível. Theon Massajoy ia matar sua vida anterior, e nem deuses, nem homens poderiam detê-lo. Forte do Pavor mergulhou naquele mesmo silêncio que precede não a tempestade, mas o fim do mundo. Theon Massajoy, rosado, sem pelos e assustadoramente calmo, estava na sombra do corredor principal. Seu novo corpo não sentia o frio das pedras. Em suas veias pulsava magia negra, e as minhocas, que se tornaram seu sistema nervoso, sussurravam nomes para ele. Cada nome estava ligado a um momento de vergonha. Cada nome deveria ser apagado. Começou por aqueles que cometeram o maior dos crimes — devolveram-no ao mundo dos vivos. Os sacerdotes: Melisandre e Beric Dondarrion. Eles oravam em um pequeno salão junto a um braseiro. Melisandre estava estática, fitando as chamas, enquanto Beric sentava-se ao lado, amolando sua espada flamejante. Theon entrou silenciosamente. Sua pele rosa brilhava fracamente na penumbra. — As preces não ajudarão, — disse Theon. Sua voz vibrava como uma corda esticada. Melisandre virou-se. Em seus olhos, geralmente cheios de confiança, passou uma sombra de terror primordial. Ela não viu o salvador que esperava, mas a ofensa encarnada à vida. — Azor Ahai… — sussurrou ela. — Não, — Theon aproximou-se. — Eu sou Massajoy. E eu vim devolver o seu «presente». Vocês me arrancaram do vazio cinzento, onde eu era rei. Vocês me forçaram a sentir novamente este mundo fétido. Por quê? Para que Ramsay risse de novo? — Beric Dondarrion saltou, sua espada flamejou. — O Senhor da Luz deu-te uma chance de redenção, Massajoy! — Minha redenção — é o silêncio, — Theon moveu-se mais rápido do que o olho humano podia captar. Interceptou o braço de Beric. Os fios pretos no braço de Theon pulsaram, e Beric sentiu como a vida era literalmente sugada dele de volta para o vazio. Theon pressionou a palma da mão contra o rosto de Dondarrion. — Você morreu muitas vezes, Beric. Deixe-me mostrar-lhe a morte da qual não se volta. — Beric desintegrou-se em pó diretamente nas mãos de Theon, transformando-se em um monte de cinza fria. Melisandre tentou invocar as chamas, mas Theon agarrou-a pelo pescoço. — O seu deus é um mentiroso, Mulher Vermelha. A única luz que eu vi — foi a chama verde do urânio no cano da minha cabeça. Queime em seu próprio engano. — Arremessou-a diretamente no braseiro. O fogo que ela tanto amava não a aqueceu — ele a devorou com um rugido furioso, como se a própria magia do Senhor da Luz renegasse sua sacerdotisa. Theon seguiu adiante. Seu próximo alvo era Jaime Lannister. Aquele mesmo homem que iniciara seu caminho para o abismo, vendendo-lhe um saco de macarrão como se fosse carne de cavalo de Essos. Jaime dormia, com a mão de ouro sobre o peito. Theon não o acordou com delicadeza. Simplesmente arrancou a porta das dobradiças e entrou. Jaime saltou, agarrando a espada, mas Theon já estava sobre ele. — Lembra-se do mercado, Sir Jaime? — perguntou Theon, inclinando a cabeça para o lado. — Lembra-se da «carne de cavalo branca de Volantis»? Por causa da sua piada me bateram com um saco na cabeça, até que o macarrão começou a cair pelos meus ouvidos. Você achou isso divertido. — Massajoy… — Jaime tentou sorrir com seu sorriso característico, mas ele saiu torto. — Foi apenas uma negociação. Você foi um tolo, Theon. — — Sim. Eu fui um tolo. Mas o tolo morreu. Agora quem está aqui sou eu, — Theon agarrou Jaime pela mão de ouro e, com uma força inacreditável, esmagou-a como se fosse pergaminho. — Você me vendeu farinha e água pelo preço de ouro. Agora você conhecerá o gosto da sua mentira. — Theon tirou das dobras de seus farrapos um punhado daqueles mesmos macarrões secos, que ele guardara como artefato de sua queda. Começou a enfiá-los na boca de Jaime, um após o outro. — Coma, Leão. Coma sua «carne de cavalo branca». Seca. Sem água. Até que sua garganta se torne tão vazia quanto suas promessas. — Jaime sufocava, seu rosto ficava azul. Theon não parou até que o Lannister deixasse de se debater. Jaime morreu engasgado com o símbolo do seu prank mais bem-sucedido. Theon olhou para ele sem piedade. — Massajoys também pagam suas dívidas, entende, — Sussurrou ele. Cersei estava em seu quarto, examinando o «Espelho de Momentos». Ela estava prestes a postar o vídeo com o «bronzeado azul» de Theon, quando sentiu um frio nas costas. — Hashtag #MorteDaRainha, — disse Theon, saindo da sombra. Cersei deu um grito, deixando cair o artefato. — Saia daqui, monstro! Meus guardas… — Seus guardas esqueceram quem eram quando eu passei por eles, — Theon pegou o espelho. — Você gostava de exibir minha vergonha? Gostava de como toda Westeros ria dos meus «ouriços»? — Isso era arte! — guincho ela. — Não. Arte — é o que eu farei agora, — Theon apertou o espelho na palma da mão, e ele se estilhaçou em milhares de fragmentos afiados. Pegou o fragmento mais longo, no qual ainda cintilava a imagem de seu próprio rosto choroso. — Você queria ver o mundo através deste espelho? Agora o mundo verá você através dele. — Ele começou a «editar» metódica e friamente o rosto de Cersei com os fragmentos de seu próprio artefato, até que ela ficasse parecida com aquele mesmo retrato da Brienne que ela tanto ridicularizara. Quando ele terminou, Cersei não conseguia mais gritar. Olhava para ele com olhos cheios de horror, até que a vida deixou seu corpo retalhado. Theon deixou-a caída em uma poça de vinho e sangue. Joffrey e Tyrion bebiam no pequeno salão. Joffrey estava justamente contando como ordenaria que fizessem de Theon um espantalho vivo, quando o Kraken Rosa apareceu à porta. — Ah, Gêiser! — Joffrey soluçou de soluço, levantando a besta. — Veio grunhir? — Theon sequer estremeceu. Simplesmente deu um passo à frente, e o dardo disparado por Joffrey passou através de seu ombro rosa, sem deixar sequer rastro, a ferida fechou-se instantaneamente, tomada por fios pretos. — O seu riso, Joffrey, — disse Theon, aproximando-se dele, — sempre foi estridente demais. — Agarrou Joffrey pela mandíbula. — Lembra-se de como riu da minha «corda intestinal»? Vamos verificar o quanto seus intestinos são mais fortes que os meus. — Foi rápido e sangrento. Tyrion, empalidecendo, tentou falar. — Theon… podemos chegar a um acordo. Eu sempre apreciei sua… singularidade. — Theon virou-se para o anão. — Você apreciou minha vergonha, Tyrion. Usou sua inteligência para tornar meus sofrimentos ainda mais engraçados. Você me chamou de «Odisseia de bosta». — Isso foi uma metáfora! — exclamou Tyrion. — Sua vida também se tornará uma metáfora, — Theon pegou da mesa uma jarra pesada com vinho. — Você sempre quis beber e saber das coisas. Agora saberá apenas uma coisa: o quão profundo o vinho pode ir. — Theon forçou Tyrion a beber todo o estoque de vinho do salão, até que os pulmões do anão se enchessem de líquido. Tyrion morreu como sempre quis — com vinho no estômago, mas não exatamente como esperava. Encontrou Ellaria no corredor. Ela tentou fugir, mas Theon barrou seu caminho. — «Demônio no saco», Ellaria? — lembrou ele a ela. — Lembra-se de como me insultou quando eu ia rumo à minha «grandeza» na centrífuga? Chamou-me de prole suja. — Você é uma prole! — Cuspiu ela. Theon apenas sorriu. Sua mão disparou à frente, e Ellaria conheceu o que é um verdadeiro «aperto de serpente». Ele não perdeu tempo com diálogos, o pescoço dela quebrou com o som seco de um galho morto, lembrando o momento com Madame Hooch. Brienne esperava-o na armaria. Estava em armadura completa, com a espada na mão. — Você é um monstro, Theon Massajoy. O que quer que tenham feito com você, isso não lhe dá o direito a isto. — Você não valorizou meu retrato, Brienne, — disse Theon, contornando-a lentamente. — Eu vi em você um guerreiro. Vi em você a coragem. Mas você viu apenas a barba e se ofendeu como uma dama sulista comum. Você arruinou o acordo de Ramsay, e ele descarregou sua raiva em mim. Toda a minha vergonha daquele dia — está em suas mãos. — Brienne desferiu um golpe, mas Theon simplesmente o recebeu no antebraço. A espada «Cumpridora de Promessas» tilintou em sua pele como se fosse osso de dragão. Theon arrancou a espada das mãos dela e cravou-a no peito dela. — Você queria ser um cavaleiro. Morra como um cavaleiro — pela própria espada, que não conseguiu proteger sua honra. — Ao ouvir o alvoroço, Sansa trancou-se em sua torre. Ouviu os gritos lá embaixo. Sabia que viriam buscá-la. Quando a porta se estilhaçou sob o impacto de um punho rosa, ela sequer gritou. — Theon… — sussurrou ela. — Eu tive pena de você. Você era bom, há muito tempo em Winterfell..— Com voz trêmula falava Sansa. — Pena? — Theon entrou, sua pele estava coberta por manchas de sangue de seus inimigos. — Você contou ao Ramsay sobre as minhocas. Naquele dia na estrebaria encontrei o único momento de paz. Coletei minhocas, Sansa. Elas eram minhas amigas. Elas não riam de mim. E você… você me entregou. Contou ao Ramsay que eu não estava trabalhando. E por sua causa ele me forçou a contá-las, bateu-me nas sobrancelhas e me transformou em um «ouriço careca». Você me entregou a ele de novo. — Eu não sabia que ele faria aquilo! — Você o conhecia melhor que todos, — Theon aproximou-se da janela. — Você traiu seu irmão de criação pela aprovação de um monstro. Assistiu enquanto me descolavam do telhado com urina e sentiu-se «mal»? Sentiu-se mal pela minha vergonha, mas foi você mesma quem a criou. — Theon agarrou-a pela mão. — Lembra-se de como me olhava de cima para baixo? Agora chegou a hora de olhar para baixo de verdade. — Ele não a empurrou. Simplesmente permitiu que ela sentisse todo o peso de suas próprias palavras. Forçou-a a olhar no espelho de Cersei, que trouxera consigo, até que ela percebesse que era parte deste Forte do Pavor tanto quanto Ramsay. Quando ela finalmente quebrou, ele simplesmente cessou a respiração dela. Por fim, restou apenas ele. Ramsay esperava-o em seu solário. Estava calmo. Dispôs sobre a mesa todas as suas facas, pinças e aquele mesmo cano de urânio. — E então, Massajoy? — Ramsay sorriu. — Matou todos os meus convidados. Estragou minha noite. Você está realmente ofendido, não é? — Theon parou à porta. Seu corpo rosa agora estava coberto pelos padrões pretos do Kraken. — Ofensa — é uma palavra fraca demais, Ramsay. Você transformou minha vida em uma piada infinita. Forçou-me a esquecer meu nome. Forçou-me a galopar em cavalos invisíveis e roer carvão. — E você gostava! — Ramsay saltou. — Você sempre voltava, Gêiser! Você sempre pedia mais! — Porque eu não tinha uma coroa, — Theon deu um passo à frente. — Agora eu a tenho. — A batalha foi cruel. Ramsay era mestre na faca, cortava a pele rosa de Theon, mas as feridas fechavam-se mais rápido do que o sangue conseguia cair no chão. Theon não usou armas. Usou as próprias mãos. Agarrou Ramsay por seus famosos e longos pés-salsicha. — Lembra-se de como eu os puxei à noite? — rugiu Theon. — Você riu. Disse que a anatomia era cruel. Vamos verificar o quanto ela é extensível na realidade. — Theon começou lentamente, centímetro por centímetro, a esticar as pernas de Ramsay, quebrando articulações e ligamentos. Ramsay gritava, pela primeira vez em sua vida ele emitia sons que costumava extrair dos outros. — Olhe para os seus esquis agora, Ramsay! — Theon forçou-o a olhar para os próprios membros deformados. — Agora você miudeará o passo com eles no inferno! — No final, Theon pegou aquele mesmo cano de urânio. — Você queria que eu soprasse nele? Agora é a sua vez. — Pressionou o cano contra os lábios de Ramsay e forçou-o a inspirar toda aquela loucura que ele mesmo vivera em seu pesadelo. Ramsay Bolton morreu, brilhando com um fogo verde por dentro, sufocando em seu próprio riso, que se transformou em um estertor mortal. A manhã sobre Forte do Pavor surgiu fria e límpida. A neve parou de cair. Theon Massajoy saiu à varanda onde um dia Ramsay estivera. Estava vestido com uma pesada capa feita da pele de seus inimigos, e na cabeça brilhava uma coroa forjada com os destroços da centrífuga, do espelho de Cersei e da mão de ouro de Jaime Lannister. Olhou para os servos e guardas sobreviventes, que horrorizados se ajoelharam no pátio. — Ouçam-me! — sua voz ecoou sobre as terras congeladas. — Fedor está morto. Ramsay Bolton está morto. Todo o vosso mundo de escárnio e vergonha ardeu. Eu sou Theon Massajoy, Kraken-Invasor I. Primeiro de meu nome. Rei dos Céus de Ninguém e Lorde de Forte do Pavor. — Levantou a mão, e os fios pretos em sua pele rosa brilharam com uma luz carmesim. — De agora em diante, neste castelo não haverá macarrão. Não haverá carvão. Não haverá canos. Haverá apenas uma lei — a lei do silêncio. Aquele que rir em minha presença, conhecerá o gosto da «carne de cavalo branca». Aquele que me chamar pelo nome que os Bolton me deram por escárnio, tornar-se-á parte da minha capa! — Sentou-se no trono, que ordenara refazer, decorando-o com os longos e ressecados pés de Ramsay no lugar dos braços da poltrona. Theon fechou os olhos. Sentia novamente o vazio cinzento, mas agora ele o trouxera consigo para este mundo. Ele não era mais o motivo de piada de ninguém. Era o terror nascido da vergonha. E Westeros logo saberá o que acontece quando o homem mais humilhado do mundo decide que já chega. O Reino de Massajoy começara. E ele era muito mais terrível do que qualquer sonho sobre urânio, do que qualquer desejo de Bolton. Um velho meistre aproximou-se dele, perguntou tremendo — O Senhor adotará um novo nome de família? Bolton, Stark ou Greyjoy, por exemplo..? — Theon sorriu. — não, meistre, que é isso, eu estou acima desses sobrenomes. Eu sou Fedor, Massajoy, Lorde dos Tubos Vazios, Barão do Macarrão, Massajoy-Escultura, Gêiser de Diarreia, Fonte de Forte do Pavor, Corda Intestinal, Víscera Pródiga, O Que Tem no Saquinho, Passoween, Lorde das Sobrancelhas de Ouriço, Pastor de dois ouriços carecas, Centrífuga de Macarrão, Rei da Carne Moída, Redenção Verminosa, Massajoy-Viajante, Prisioneiro da Amnésia, Prisioneiro nº 0 - Perigoso para a psique, Viajante Pra-Lá-E-Pra-Cá, Kraken Azul, Bronzeado de Gelo, Prankster Uraniano, Massajoy Uraniano, Idiota Brilhante, Grande Ladrão de Pés, Adorador de pãezinhos, Artista Degenerado, Príncipe Rosa, Leitão Rosa. Theon Massajoy Kraken-Invasor I, Rei dos Céus de Ninguém.
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